PRÉ-LANÇAMENTO
Envio 15/6
A comida que levamos para as nossas panelas e pratos é resultado de um conjunto de histórias, memórias, te(n)sões, gostos, prazeres, normas e disputas. Através dela temos uma lente que permite brincar com o tempo: do presente pro passado, entendendo os caminhos, as escolhas, os recursos, os gostos e a história de quem veio antes; e do presente pro futuro, vislumbrando quais mundos precisamos metabolizar e construir (ou lutar para que permaneçam aqui). A comida não só expressa, como cria mundos, material e simbolicamente.
Se de um lado aumentam as experiencias de gente produzindo comida limpa, justa e gostosa nos seus quintais, roças, canteiros, cozinhas e bimbocas, do outro, o futuro se encurta através de latifúndios que transformam de modo selvagem terra, semente e água em lucro e acumulação. Nas brechas, uma indústria de alimentos assediadora e sem escrúpulos, adoece populações inteiras com imitações de comida pronta, destinada sobretudo a massa de trabalhadores precarizados, sobrevivendo no terceiro tempo do capitalismo.
Que mundos nossas comidas criam? Quais histórias nossas panelas contam? Que discursos precisamos produzir e enfrentar pra por de pé a vida que desejamos?